Quando a angústia vira arte

A angústia move, essa é sua função. As frustrações são inevitáveis na vida, a não ser que estejamos loucos ou totalmente cindidos com a realidade, somos todos angustiados em viver. Seja no trabalho, nas relações familiares, na rua, na fazenda. Mas o que fazer com a angústia? Muitos não aguentam e fogem. Querendo se livrar da dor perdem a oportunidade de transformá-la em algo produtivo. O homem deprimido produz mal, não consegue pensar, desperdiça as lamurias, e vive paralisado. Extrapolando para o cotidiano, esse cara não se move. Não evolui. Deixa que a depressão corrompa e oprima suas vontades.

Outros transformam esta angústia em criatividade. Conseguem conviver com a dor. Na escassez, pensam, elaboram com os desmandos da vida. E traduzem toda essa carga emocional em algo evolucionário. A angústia vira arte. É do coração do artista que surge a diversidade do conhecimento.

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