Velhas

O amador ama o que faz e, assim, transforma a angústia cotidiana em arte.
-- Gato Bandini 03-01-2003

Podemos perceber que não é necessário ser um ET para compreender a desfragmentalização do mundo como havíamos conhecido. Estamos caminhando para uma auto destruição, tanto do ponto de vista ambiental e ecológico, como das relações humanas. As pessoas estão desiludidas da própria capacidade de se manter como protagonista da própria evolução. Estamos fadados à morte, apesar do desenvolvimento tecnológico. Clones, genética e poder não nos salvarão da onda de violência. Muito menos do tsunami. A humanidade está agendando o seu fim. Então temos que romper com essa tendência. Não tem outra maneira de viver e garantir a nossa continuidade.

Será pessimismo? Não. É apenas uma realidade cruel. É apenas medo de perder o jogo inacabado. E se esta estratégia continuar seremos perdedores.

Precisamos encontrar uma forma de sairmos do planeta. Freeman Dyson aponta umas boas alternativas no maravilhoso livro: O sol, o genoma e a internet - ferramentas das revoluções científicas. Que tal habitar no cinturão Kuiper, do lado de fora da órbita de Netuno? Uma estimativa grosseira indica que a superfície total dos trilhões de objetos do Cinturão Kuiper é cerca de mil vezes a área da Terra. Bom espaço. Seria necessário uma série de espelhos de 160 km de diâmetro para coletar regularmente mil megawatts de energia. Isso é energia suficiente para sustentar uma população considerável de plantas, animais e humanos com todas as comunidades modernas.

Sonhar é bom. Viver é melhor ainda. Então, viva e deixe viver. E, vamos pra fila...

Velhas

Olá, HD! :D

A humanidade caminha para a sua própria destruição? Hummm.. Talvez. Mas quem há de ter esse resposta. É verdade que a natureza está morrendo, então o planeta está morrendo, logo nós todos morreremos, vítimas da nossa própria ignorância e do nosso próprio silêncio. Somos co-responsáveis por essa destruição cada vez que nos silenciamos diante das agressões à vida, seja ela qual for.

Mas, apesar de tudo, sou uma crédula. Acredito piamente na humanidade, na capacidade das pessoas se conectarem umas às outras, se relacionarem e serem, de fato, protagonistas de sua própria evolução e mais além, de seus próprios destinos, realizações, se seu próprio ser. Pois somos aquilo que desejamos e sonhamos.

Acredito também em sonhos... e na realização deles. Não com a ilusão inocente dos jovens, que acreditam que tudo será perfeito sempre, mas com a maturidade daqueles que já realizaram alguns sonhos em detrimento de outros e percebem a grandeza dessas conquistas, que proporcionam MOMENTOS de perfeição.

Viver, sonhar, criar, amar... Tudo isso faz parte do ser humano. Só conseguimos ser inteiros se, em algum momento, sentimos e conquistamos essas coisas.

Beijos.

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