Vizinhança
The Web isn't primarily a medium for information, marketing or sales. It's a work in which people meet, talk, build, fight, love and play.
-- David Weinberger
De vez em quando, eu fico navegando pelas blogadas passadas. As minhas e da toda vizinhança. Aliás, na vizinhança é onde repercute as atividades das comunidades, da blogosfera. Na vizinhança é onde encontramos o fluxo de atividade dos agenciamentos. Podemos ter a leitura de idéias que são repercutidas e outras que não sobrevivem na dinâmica da rede. Explico: Os links para sites inexistentes nos levam a lugar nenhum. Perdemos o fluxo de algumas coisas legais.
Navegando no marketing hacker encontrei um post de 24-08-2004/10:36/notícias/ - Vitória do P2P sobre as gravadoras! Texto do José Murilo que custumava escrever no bloglines mandou: O argumento dos estúdios era que os desenvolvedores de software P2P deveriam ser obrigados a fazê-lo de tal forma que possibilitasse o controle sobre o que circula nas redes - uma idéia tão doentiamente idiota que trata-se de um tremendo alívio que a corte tenha se recusado a aceitar a argumentação. Deu vontade de ler mais. Pois, é realmente muito forte o movimento que se articula na utilização das redes p2p. Cabe um estudo da relação das redes p2p e sites de pornografia. Procurar torrents é uma tarefa, as vezes, constrangedora. Mas tá aí!!! e se mantém e cresce na web. Na verdade, os sites de pornografia estão sempre na vanguarda nas estratégias mercadológicas. Enquanto as empresas investem numa ilha no Second Life os mercados se organizam em rede através de links.
Essa rede que se forma é operativa. É a construção do comum. Da multidão. Volto, então, à discussão de vizinhança. É emergente porque os links acontecem no momento do agenciamento. Não há diferenciação de links bons ou ruins. Os links acontecem. É impermanente porque é rede é paradoxal. Sempre no processo de construção e destruição. Um mundo delirante...


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