O que pode o corpo?
Ontem estive no curso do Rogério da Costa. Foi muito legal. O percurso do Rogério para explicar o processo da inteligência coletiva parte da filosofia do Espinosa... o príncipe dos filósofos. No primeiro momento ele faz uma distinção da filosofia ocidental e da oriental. Contrapõe os objetivos, o futuro ou o plano de organização arraigado na filosofia ocidental com a idéia de oportunidades, ou de aproveitar a energia que existe e deixar ser conduzido. O oriente se preocupa com o presente e seu entorno e, mergulha no presente para compor aquilo onde podemos ser conduzido.
Nesse sentido, Espinosa não está tão distante do Tao. Mas Espinosa, ao pensar na idéia de composição, constroi uma política. E, esse é o desafio da sua filosofia.
Então, o que pode o corpo? Espinosa parte da idéia que estamos no mundo para compor. Logo, a idéia de corpo é a de corporificação ou uma relação de implicação. Corpo é estar em relação. Aliás, estamos todos condenados a estar em relação. Mas, o que pode o corpo?. Espinosa entende a essência como a força de existir. O apetite. Então, para ele é impossível o desejo de morrer. Esta é uma idéia inadequada. O que 'pode' está intimamente ligado, por um lado a idéias inadequadas. Mas, por outro, pode significa potência. Qual é a potência das relações? (nota minha: a partir dessa idéia Negri explica a multidão).
Espinosa inaugura uma filosofia da expressão. Que se expressa de todos os modos... virtual e atual. Filosofia que se afasta da criação. Deus é a natureza. Não é a toa que ele foi excomungado, né? Ele se afasta da transcendência... é uma filosofia da imanência.


Enviar novo comentário