O ideal hippie da web

A internet é um legado tecnológico dos hippies. Essa é a tese do livro "From Counterculture to Cyberculture" (Da Contracultura à Cibercultura, University Of Chicago Press, US$ 29, R$ 63), de Fred Turner, que acaba de sair nos EUA. O autor, professor de comunicação na Universidade Stanford, na Califórnia (EUA), argumenta que os cientistas responsáveis por certas redes de segurança usadas na Guerra Fria -que deram origem à internet- "nadavam" em contracultura.
via: Mais!

Idéias.....

'A cultura hacker é geralmente sobre como invadir máquinas e fazer dinheiro; a luta política, para eles, é o mundo da engenharia. Enquanto pessoas morrerem no Iraque e no Afeganistão, alterar a configuração de um computador não é necessariamente um ato político forte.' (o cara tá se confundindo, né?)

'(os hippies) mantiveram seus ideais, mas eram ideais antipolíticos. É o modelo hippie: dar as costas à política e construir uma vida privada melhor.' (???? ele está falando na negação, mas acho que existe uma conversação... o cara devia ler o Cluetrain)

'Em muitas comunidades, há uma retórica da comunicação entre pares, um legado da contracultura. Uma grande esperança da contracultura é erigir uma sociedade de iguais, sem governo hierárquico. Mas as pessoas não funcionam assim, nem a internet. Mesmo quando não há moderadores, há pessoas de diferentes capitais sociais -educação, relações, dinheiro.' (Oh, no!)

'Hoje, basta estar on-line, o que não exige tanto compromisso, mas dá a sensação de estar atuando. Há a ilusão de que falar é mudar, que é o aspecto ruim dos blogs. Falar às vezes gera mudança social, mas não com a freqüência que os falantes imaginam.' (eu utilizo o conceito de imanência - que busquei na filosofia. Creio que participar é fazer parte de alguma coisa, de uma rede. A mudança social se dá nesse agenciamento catalisado pela conversação e participação).

'A internet ainda está lá, pode ser usada por quem pensa em mudanças, mas aqueles que querem mudanças sociais precisam se concentrar em organização social, em política, e usar as ferramentas da internet -a habilidade de conectar, falar, representar- como apoio para a construção de novas instituições políticas -não apenas espaços de conversação política; esses já existem em número mais do que suficiente.' (Eu havia pensado em comprar esse livro. [Agora] Já tenho muitas dúvidas hehehe. Creio que na internet a contracultura é o default. Uma contracultura que busca o diálogo, relações, agenciamentos. Negar por negar o sistema não leva a lugar algum. A idéia anarquica da rede eleva o anarquismo a um movimento conversatório. Uma conversa incessante num ambiente de caos. É só experimentar... )

O 1º FILME HIPPIE BRASILEIRO

Geração Bendita - É Isso Aí, Bicho!

O 1º FILME HIPPIE BRASILEIRO

Nos anos 60, brasileiros de todo o país e estrangeiros, constituiram um grupo de 68 pessoas e

estabeleceram-se nos subúrbios de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, Brasil, com a intenção de

criar um estilo de vida visionário baseado em viver plenamente os ideais hippies. O acampamento

durou mais ou menos 3 anos. Porém, mesmo estando longe dos centros metropolitanos, as

práticas e filosofia hippies eram contestadas por pessoas conservadoras, principalmente as

autoridades do governo. Com a intenção de divulgar seu modo de vida, veio a oportunidade,

através do apoio de diversas pessoas, para transformar esta mensagem em um filme longa

metragem, que viria a ser conhecido como "O Primeiro Filme Hippie Brasileiro". Em 1970, o

diretor de fotografia francês Meldy Melinger e Carl Kohler se uniram para produzir o filme

"Geração Bendita - É Isso Aí Bicho!", que teve como diretor Carlos Bini. O enredo principal do

filme narra a história do advogado Carlos (Carlos Bini), que saturado dos problemas da vida e da

rotina cotidiana, revolta-se e abandona tudo para viver com um grupo hippie (comunidade

Quiabo's). Nesse ínterim, o personagem de Bini se apaixona pela bela Sônia, interpretada por

Rita de Cássia. Girando em torno desta bela história de amor, o filme mostra um pouco do modo

de vida hippie na época. Vale, ainda, ressaltar a participação dos atores Charlote Garcia,

interpretando a mãe de Sônia e de Sebastião Gonçalves, no papel de Paulo, noivo simplório que

vive um triângulo amoroso com Sônia e Carlos, personagem de Bini. Também, não menos

interessante e extremamente cômico, chama a atenção o personagem interpretado por João

Carlos Teixeira. Um pregador religioso, que vive pegando no pé do grupo hippie tentando a

conversão destes para a sua religião. Os demais atores foram integrantes da comunidade hippie

Quiabo's, em Nova Friburgo, RJ, Brasil, além de outros, inclusive alguns membros do Instituto de

Música Villa-Lobos, da Cidade do Rio de Janeiro. No background da maravilhosa fotografia de

Melinger, corre a trilha sonora do filme, de excelente qualidade, fruto do trabalho do grupo

Spectrum.

O filme e a censura na época

Após a sua primeira edição, em 1970, o filme "É Isso Aí Bicho!" foi proibido pela censura

brasileira (final de 1971), sendo cortado em mais de 40 minutos, o que levou a refilmagem de

alguns trechos e acréscimos de novos. Finalmente, em 1973, conseguiu-se a sua aprovação,

após mais alguns cortes. Porém, em julho deste mesmo ano, o filme é novamente proibido e

apreendido pela Turma de Censura e Diversões Públicas da Polícia Federal. Hoje, os produtores

do filme, através de recursos próprios, recuperaram-no e autoraram-no em DVD.

O Projeto de Restauração do filme e autoração do DVD

O filme Geração Bendita foi produzido em 1971, tendo como diretor Carlos Bini, diretor de

fotografia Meldy Mellinger e produtores Karl Reinhard Kohler e Carlos Doady P. Teixeira. Porém,

teve a sua exibição proibida em todo o Brasil, pela Censura federal, na época do Governo Militar,

permanecendo praticamente inédito desde então. Em 2002, Carlos Doady conseguiu através de

Ernani Hefner, Diretor do MAM-Rio (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), reaver os

originais, que foram limpos e organizados. Em 2003, o filme Geração Bendita foi telecinado pela

empresa Casablanca e transformado em arquivo digital. A partir deste ano, S. Quimas

empreendeu o trabalho de reedição do material, inclusive de sincronização de áudio, que foi

restaurado por Bruno de Oliveira em seu estúdio. pós realizada a reedição do filme, que hoje se

apresenta com qualidades invejáveis de imagem e som, o Geração Bendita foi autorado em DVD.

O DVD do Geração Bendita é legendado em sete línguas: português, espanhol, italiano, francês,

inglês, alemão e japonês. Foram três anos de trabalho intenso e de grandes esforços por parte

de todos envolvidos e, principalmente, pela Light & Dreams, responsável direta pelo projeto.

Contudo, certamente, valeu a pena, pois ao final tem-se um produto de altíssima qualidade para

se oferecer ao público consumidor.

http://www.geracaobendita.com.br/
http://www.eissoaibicho.com.br/

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