Grupos artificiais

No ensaio " Psicologia de Grupo e Análise do Ego", Freud observou que a psicologia individual é também psicologia social porque todas as relações que constituem o principal tema da pesquisa psicanalítica podem ser encaradas como fenômenos sociais.

Ele estudou as lideranças que acontecem nos "grupos artificiais" ( na igreja e nas forças armadas ) e nos grupos espontâneos vendo o instinto social não como um instinto primário já que seus primórdios provém da organização do grupo familiar. Freud entendia que: " Do mesmo modo como o homem primitivo sobrevive potencialmente em cada indivíduo, a horda primeva pode mais uma vez surgir de qualquer reunião fortuita".

Grupos artificiais

Os primórdios do instinto social provém da organização do grupo familiar? Hmm.... Eu prefiro autores que têm outra perspectiva, e que pensam que em um "grupo artificial" como uma empresa, por exemplo, não é o chefe que imita o pai, porque é sempre o pai que imita o chefe. A família não seria mais uma construção social do que um modelo de origem?

Prefiro pensar que o "instinto" social nas sociedades primitivas teria mais a ver com um princípio imanente de organização que atravessa todos os membros da tribo e cujos códigos são marcadas no corpo, assim como dizem Deleuze e Guattari no Anti-édipo, inspirados na Genealogia da Moral de Nietzsche.

obs.: citei esses autores porque, como li "Linkania", estranhei a citação freudiana.

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